Uŋa das características da ortografia reintegrada, na sua versoŋ clásica da AGAL —agora defendida pola AEG—, da que menos gosto é o uso do -m eŋ final de palavra para representar o soŋ velar nasal. Malia considera-lo preferível ao -ão própio do português (e feito à medida da sua fonética, noŋ da galega), cuido que teŋ algúns problemas:
- Obriga à introduçoŋ duŋ -h- no meio das palavras que contenheŋ o dito fonema eŋ posiçoŋ noŋ final.
- É inconsistente co’a preferência pola ortografia etimológica (que se manifesta p.ex. na preservaçoŋ de -g- e -j- no canto do unificado -x- da ortografia da RAG-ILG), pois os étimos destas palavras que a norma AGAL/AEG opta por escrever coŋ -m final, noŋ tenheŋ essa letra: ponhamos por caso, natione como étimo de naciónRAG/naçãoAO/naçomAEG.
- Empece a pronuncia correcta de palavras que rematem c’o fonema /m/, como poderiaŋ ser ohm, ROM, RAM, Sam, etc.
Poréŋ, a opcoŋ de usarmos o carácter ŋ (chamado engma ou agma) teria as seguintes vantagens:
- Respectaria melhor o carácter etimologista da norma, pois malia noŋ ser exactamente uŋ n siŋ que é uŋ derivado deste, e na leitura qualquer persoa o vencelharia imediatamente coŋ uŋ n, cousa que noŋ pasa co’a opçoŋ que usa a -m/-mh- para representar esse n nasal.
- Evita o problema de ter que representar diferenciadamente o fonema como -m eŋ posiçoŋ final e como -mh- na intermeia (umha), e simplifica a escrita ao facer corresponder sempre o fonema coŋ uŋ único grafo: ŋ.
- Pode ser internacionalmente reconhecido, pois já é empregado por outros idiomas para representar o mesmo fonema, como é o caso das línguas bambara, dinka, luganda, mongol, sami do norte, turco otomano, yolŋu, o’odham ou nuer. P.ex. emprega-se eŋ máis de 100 línguas africanas. Coŋ tudo, é apenas uŋa das diversas formas de grafar esse fonema nas línguas do mundo, sendo outras típicas o dígrafo ng, o ñ e o ń.
- Achega a ortografia à fonética, seŋ deixar de ser etimologista.
Como dificultade de tipo prático teriamos a obvia e importante dificultade de escrever o engme (eŋme?) coŋ teclados espanhois, mas noŋ seria menor que a que tenheŋ as persoas que escreveŋ o galego coŋ o AO do português, seŋ fazer as excepçons que a AEG indica. As maneiras de enfrontar esta dificultade seŋ dispormos de teclados própios para o galego, passariaŋ por reconfigurar por software os teclados nos nossos sistemas operativos para criar combinaçoŋ de teclas que o producisseŋ ou beŋ substituír alguŋa letra pouco usada polo engme.
Taméŋ descubriŋ escrevendo este post, que pode dar problemas ao ser escrito dentro duŋ WordPress que noŋ esteja configurado nalguŋa das línguas que já o recolheŋ oficialmente, e deve entoŋ ser escrito como ŋ.